Rodar o mundo é redescobrir o prazer da vida em uma “simples jornada” ao interior de Camaquã
É uma honra estar aqui, com meus artigos sobre viagens e cultura, nos portais do Grupo Eduardo Costa de Comunicação: Clic Pelotas e Clic Camaquã, explorando com palavras a liberdade de viajar nos meus pensamos e nas minhas vivências.
Desprendimento sempre foi habitual na minha família de origem, carrego uma história ancestral, paterna e materna, de imigração. Desde crianças, meu irmão e eu acompanhávamos meus pais em um Chevette, munidos de um Guia 4 Rodas e vários lanches que minha mãe levava.
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Passaram-se mais de 30 anos, já com uma bagagem cultural construída, e após muitos quilômetros e continentes percorridos para que… eu reencontrasse o prazer da minha alma sabem aonde?
Na Copa Santa Auta, aqui mesmo no interior de Camaquã, onde minha filha Beatriz (8 anos), acompanhada do irmão, vira pra mim e pergunta:
“Mãe, o que é isso?”
Era uma cancha de bocha!
Vamos lá Livia, chegou a hora de mostrar para as crianças que a facilidade de estar em um aeroporto e carregar nossas próprias bagagens precisa ter o mesmo peso das riquezas descobertas no local o qual eles pertencem.
Sempre fui esportista, hábito que aprendi com a minha família desde criança. Há algumas semanas, tive a oportunidade de ir a Copa Santa Auta pela primeira vez com meus filhos. Fomos de ônibus com amigos especiais, a Joyce e a Lulu, acompanhamos o ônibus do Vissel e assistimos os “jogadores” (o jogador Gabriel, fez “meu Gabriel (5 anos)” ficar feliz em ver “um jogador de verdade ter o nome dele”). Somado a isso, também houve o prazer de degustar um pastel, picolé e um cachorro-quente.
Como mãe, tive o prazer de preparar os lanches, mochila e roupas extras!Tudo isso, rodeado de amigos e da alegria do esporte.
E lá estava eu, que conheço várias partes do mundo, precisando explicar aos meus filhos o que era uma cancha de bocha!!!!
Sou natural de Santa Cruz do Sul, meu avô paterno era carioca e morou em Santa Cruz a maior parte da vida, onde jogava bocha com os colegas da empresa que trabalhava. Já o meu avô materno, era de Maquiné e na frente de um terreno que ele tinha era a cancha oficial de bocha da cidade.
Viagem é cultura! Lugares podem ser “só uma foto instagramável”, mas o grande “quê” da vida é a possibilidade de viver o local, e parafraseando a antiga primeira-ministra inglesa, Theresa May, quem não consegue compreender a sua realidade, nunca irá entender o mundo.
Não importa o destino, importa o desprendimento.
Não adiantaria, no meu coração e dos meus filhos, conhecerem a Praia do Sancho em Fernando de Noronha, mas não saberem o que é uma cancha de bocha na Santa Auta.
Então, assim concluo este primeiro texto. Reforçando que: não é o destino que importa, é a alma!
Eu tenho os melhores parceiros de viagem do mundo, mas estarei sempre disposta a emanar mais e mais destinos, mais e mais pessoas!